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Encontros de Semifinalistas promovem diversidade, cultura e aprendizados

Marina Almeida

07 de agosto de 2023

Realizados entre outubro e novembro, Encontros reunirão professores e estudantes de forma virtual

Na ponta do lápis e das telas, a 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa chega à Etapa Semifinal, que reúne professores(as) e suas respectivas turmas selecionados(as) na Etapa Estadual para uma série de atividades formativas e culturais. Confira a lista dos selecionados e veja o que os aguarda nos Encontros de Semifinalistas.

Entre muitas novidades, esta edição conta com uma música composta especialmente para a Olimpíada. Enquanto nos aquecemos para os Encontros, ouça a composição do Trio Gato com Fome com a parceria de artistas convidadas e a direção musical de Cadu Ribeiro.

Assim como em outras edições, os Encontros de Semifinalistas serão um momento de debates e realização de atividades formativas e culturais para professores(as) e estudantes. Simultaneamente aos Encontros, também acontecerá a realização das Comissões Julgadoras da Etapa Semifinal, que selecionarão os(as) docentes e suas turmas finalistas. “Nesta edição, por conta do contexto em que vivemos, os Encontros irão ocorrer de forma virtual. Os ambientes formativos foram pensados para continuar proporcionando aos professores e estudantes muita interação, conhecimento e alegria. A bagagem e a vivência que cada um traz também poderá ser compartilhada nesses espaços”, ressalta Claudia Petri, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa no Itaú Social.

“Para aguçar a curiosidade e mobilizar os(as) 210 professores(as) semifinalistas e suas turmas de estudantes a participarem dos encontros, ilustro com pistas do que vai acontecer no bonito ambiente virtual de aprendizagem: atividades síncronas e assíncronas, palestras, leituras, fóruns, ateliês de escrita, rodas de conversa e muito mais”, explica Maria Aparecida Laginestra, coordenadora do Programa Escrevendo o Futuro. “Enquanto professores e professoras aprofundam o estudo e a reflexão sobre a escrita do Relato de prática, os estudantes podem expandir o conhecimento de cada um dos gêneros, tudo isso mesclado pelo rico contexto cultural das cinco regiões do país”, completa.

Os Encontros de cada gênero – Poema, Memórias literárias, Crônica, Documentário e Artigo de opinião – terão duração de quatro dias. As atividades para os(as) docentes ocorrem no período da manhã enquanto que as práticas voltadas aos(às) estudantes serão realizadas à tarde, como mostra o quadro abaixo:

Gênero Semana de Boas-vindas Data dos Encontros Horário - professores(as) Horário - estudantes
Crônica Disponível a partir do dia 6/10 13 a 16 de outubro Atividades pela manhã Atividades à tarde
Artigo de opinião Disponível a partir do dia 12/10 19 a 22 de outubro Atividades pela manhã Atividades à tarde
Memórias literárias Disponível a partir do dia 19/10 26 a 29 de outubro Atividades pela manhã Atividades à tarde
Documentário Disponível a partir do dia 27/10 3 a 6 de novembro Atividades pela manhã Atividades à tarde
Poema Disponível a partir do dia 2/11 9 a 12 de novembro Atividades pela manhã Atividades à tarde

 

Estrutura dos Encontros

Outra novidade desta edição é a Semana de Boas-vindas, que acontece antes dos Encontros de Semifinalistas. Neste período, professores(as) e estudantes poderão realizar algumas atividades prévias no ambiente virtual. “Os participantes serão convidados a apresentar seu perfil, fazer publicações no mural, conhecer os colegas e a entender o que os espera nos próximos dias, além de já aprender bastante”, conta Patrícia Calheta, uma das coordenadoras dos Encontros de Semifinalistas deste ano. “A Olimpíada é conhecida por sua diversidade, por reunir diversos sotaques e é isso que veremos também no formato virtual”, completa.

Para os professores(as), os Encontros foram pensados em função do Relato de prática. “É um momento para discutir o que é, o que pode e o que posso com o Relato de prática”, explica Patrícia. Os docentes terão oportunidades de trocar experiências, pensar em estratégias e recursos que possam utilizar em suas práticas de ensino. “Também traremos uma grande riqueza de materiais: vídeos, crônicas, contos, poemas, memórias e outros textos que possam aguçar o olhar e ampliar os conhecimentos para o trabalho com o Relato de prática e com os gêneros específicos”, diz.

Para os(as) estudantes, os Encontros terão como foco o gênero em que eles participam. Além disso, as turmas dos diferentes professores devem ser mescladas, para garantir que as crianças e jovens tenham contato com as diferentes realidades de quem participa da Olimpíada. “O objetivo é que eles saiam dos Encontros com um olhar mais aprofundado sobre aquele gênero e que passem por um conjunto de experiências para se apropriar e entender mais sobre sua produção”, explica Patrícia. Ela também acredita que as trocas entre os estudantes – que foram tão prejudicadas durante a pandemia – são outro ponto forte dos Encontros, reunindo diferentes contextos e enriquecendo a experiência de todos.

Os Encontros de professores(as) e estudantes serão compostos por momentos síncronos, de 1h30, e por atividades assíncronas, que devem ser realizadas na sequência, no ambiente virtual criado especialmente para a Etapa Semifinal. “Teremos atividades muito variadas nesses dois momentos, palestras com pessoas renomadas de cada gênero, textos, fóruns, enquetes, vídeos, sempre buscando a voz desses professores e estudantes. A proposta é pensada para ser como um presente para eles”, diz Patrícia.

Crônica

O primeiro Encontro de Semifinalistas será do gênero Crônica. Os(As) estudantes serão convidados a pensar a experiência de olhar o cotidiano e registrá-lo, e o que significa olhar para o cotidiano no contexto de pandemia. “O escritor que fará a palestra para os estudantes abordará a escrita de crônicas e sobre como esse registro da experiência pode acontecer”, destaca Patrícia.

Já os professores vão refletir sobre a experiência de ensinar o gênero Crônica. “Além disso, teremos uma convidada especial, que vai conversar sobre a narração da experiência, seu processo de escrita e como ensiná-lo”, conta a coordenadora de formação. Eles ainda terão oportunidade de falar sobre seus Relatos de prática, de conhecer os caminhos e as estratégias dos demais professores. “Com uma metodologia de roda de histórias, eles poderão falar sobre suas experiências de ensino na pandemia. Promoveremos uma série de oportunidades para os professores revelarem seu protagonismo, que foi central na Olimpíada”, revela Patrícia.

Todos os Encontros terão cobertura diária no Portal Escrevendo o Futuro, com conteúdo sobre as atividades, palestras, entrevistas, entre outros. Acompanhem!

Mudanças da 7ª edição

A Olimpíada chega à sua 7ª edição num contexto de pandemia, em que muitas das atividades dos(as) professores(as) foram realizadas de forma remota, híbrida ou por meio de materiais impressos entregues às famílias. Claudia conta que a opção por manter o concurso, apesar dos desafios deste período, se deve ao fato de acreditar em seu caráter formativo. “Tivemos grandes mudanças neste ano, como trazer o foco para o Relato de prática dos professores, premiar a turma toda [e não apenas um estudante] e reservar 50% das vagas, a partir da Etapa Semifinal, para as escolas que estão em territórios mais vulneráveis.” O material produzido pelos(as) docentes, revela as dificuldades e os desafios do ensino neste período, mas também as variadas estratégias dos(as) educadores(as) para trabalhar os gêneros da Olimpíada. “O Relato de prática é um texto vivo, mostra emoções e sentimentos e é um espaço para que os professores e professoras reconheçam a sua trajetória formativa”, acredita Claudia.

“A leitura dos Relatos revela o fôlego dos docentes, o impacto do fechamento das escolas e as idas e vindas em busca de recursos didáticos para escapar das limitações impostas pela escassez de conectividade”, conta Maria Aparecida. E lembra que o celular, apesar das restrições de acesso dos pacotes de dados, se mostrou um valioso instrumento pedagógico neste período. “Produção de texto, audiovisual, intervenções para reescrita, leituras literárias, jornalísticas e muito mais seguiram por e-mail, WhatsApp ou por meio da entrega de material impresso.” Ela também destaca a colaboração entre professores(as) e estudantes. “Nos registros ficou evidente o apoio mútuo em momentos sensíveis – perdas, ausência, evasão, insegurança, apatia. Com cooperação, o trabalho de muitas mãos deu sentido e favoreceu a aprendizagem. É imprescindível reconhecer e valorizar o esforço contínuo de professoras e professores das escolas públicas espalhadas pelo país”, conclui.

A reserva de vagas ocorre nas etapas Estadual, Semifinal e Final e é destinada aos professores(as) que atuam em escolas com Inse (Índice de Nível Socioeconômico) baixo ou muito baixo e que estão abaixo da meta regional do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). “Sabemos que as desigualdades do país também são reproduzidas no acesso às oportunidades educacionais. Por isso, nosso objetivo é oferecer oportunidade de aprendizado, troca e formação às escolas e estudantes a partir de um grupo mais diverso, contribuindo para a ampliação dos olhares e para a construção de uma nova realidade educacional para o Brasil, com mais equidade e oportunidades”, defende Claudia.

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